Hegel as a Boy

Abril 28, 2008

Diagrama da Consciência e suas Faculdades

Arquivado em: Uncategorized — alcvargas @ 11:50 am

Em vez de voltar imediatamente ao problema da unidade da realidade como havia prometido, irei me demorar por alguns posts fixando e detalhando as conclusões apresentadas em “A Teoria da Função Transcendental”.

 Diagrama 1:

          

 Esse primeiro diagrama é um resumo das conclusões do último post. Lá foi demonstrado que o objeto da consciência é uma coisa real, pois ele possui todos os aspectos da realidade e esses aspectos são dados à consciência por meio da consciência da apresentação do objeto nos seis transcendentais. 

A cada transcendental estão associados uma faculdade da consciência e um aspecto da realidade. Qual aspecto é dado pela consciência de um transcendental depende das relações de estruturação que existem entre a consciência e esse transcendental. Essas relações estão indicadas pelas setas do diagrama. 

A seta azul clara indica que “a é estruturado por b” e a vermelha clara indica que “a estrutura b”.  As setas mais longas e escuras das mesmas cores indicam a composição dessas setas e a seta roxa indica a composição das setas escuras com as claras. 

Como a associação entre aspectos e transcendentais depende das relações de estruturação, as setas diferentes também podem ser lidas em termos desses aspectos. Desse modo, por exemplo, “a seta vermelha escura b” quer dizer: a apresentação de b em a apresenta o poder da coisa real sobre a, seu caráter impressivo. Em concreto: a apresentação da verdade na consciência apresenta o poder da realidade sobre a consciência. 

Agora, o diagrama acima mostra tão somente como os aspectos da coisa real são dados à consciência. Mas a coisa real é dada em cada um dos transcendentais. Esse diagrama deve, portanto, ser completado, mostrando todas as relações existentes entre os transcendentais. A partir da leitura mais rica dessas relações oferecida pelo diagrama, poderemos ver em um diagrama completo as funções que cada transcendental desempenha na apresentação da realidade em todos os outros transcendentais. Mas isso fica para o próximo post.

Abril 14, 2008

A Teoria da Função Transcendental

Arquivado em: Uncategorized — alcvargas @ 8:06 pm

Hoje, darei substância às indicações do último post de uma descrição funcional dos transcendentais na constituição da realidade. Para tal, eu explicarei o modo a realidade é dada na consciência, que é o modo pelo qual nós, seres humanos, sempre a recebemos. Estas considerações nunca se referirão às propriedades intrínsecas da consciência, mas apenas à sua posição relativa dentro do sistema dos transcendentais. Por isso, depois da apresentação será possível generalizar os resultados e aplicá-los à constituição da realidade em geral. 

A realidade é dada na consciência mediante a autoconsciência (a apercepção), a consciência do aparecer (a sensibilidade), a consciência do ser (o entendimento), a consciência do logos (a razão), a consciência da verdade (a intuição) e a consciência da ação (a vontade). A pergunta é como cada uma desses modos da consciência contribui à realidade.

A apercepção é autoconsciência, que é o modo da realidade dentro da qual estamos considerando a doação da realidade. Na autoconsciência, portanto, temos uma confirmação de sua doação e consciência de que a realidade não é algo alienígena à consciência. A apercepção estabelece a imanência da realidade na consciência. 

A sensibilidade é consciência do aparecer, que estrutura a consciência, pois todo vivido efetivo é vivido de um fenômeno. Logo, a consciência do fenômeno pela sensibilidade é o que garante a atualidade da realidade. Algo é real para mim quando o encontrei na experiência. 

O entendimento é a consciência do ser, que estrutura o aparecer. O fenômeno efetivo, que não é apenas o objeto de um vivido, mas que aparece por si, é um ser. Ou seja, consciência do ser pelo entendimento é consciência da independência da realidade. 

A vontade é a consciência da ação, a qual é estruturada pela consciência. Para compreender a sua função transcendental imagine o que seria da consciência se ela não possuísse sua presença virtual (seu uso passivo) na ação. Assim toda consciência seria real e seria acompanhada pela presença virtual do fenômeno, de tal modo que ela se resumiria a ser um modo deficiente de presença do fenômeno e não possuiria um conteúdo próprio. Logo, a consciência da ação pela vontade é o que dá conteúdo à realidade na consciência. 

A intuição é consciência da verdade, a qual é estruturada pela ação, que por sua vez é estruturada pela consciência. Assim, a consciência é o que torna a ação independente da verdade. A consciência da verdade, por isso, é consciência daquilo que as coisas dependiam antes de serem dadas na realidade da consciência. Na verdade, os fatos da consciência têm sua origem da qual procederam e se impuseram como fatos à consciência. Pela intuição temos consciência do poder da realidade sobre a consciência, sua impressão. 

A razão é consciência do logos, que é estruturado pela verdade e que estrutura o ser. Ela é consciência, portanto, daquilo que confere atualidade à independência da realidade e daquilo que é o conteúdo do poder da realidade. Ou ainda, ela é consciência daquilo cujo conteúdo é dado pela independência e cuja atualidade é dada pelo poder. Ela é a consciência da transcendência da realidade, do fato que a coisa real é efetivamente uma coisa singular independente da consciência que se impõe a ela como uma realidade a ser considerada. 

A consciência da realidade é alcançada pela ação conjunta dessas seis faculdades: a apercepção, a sensibilidade, o entendimento, a razão, a intuição e a vontade. Com elas a realidade é apreendida em todos seus aspectos: imanência, atualidade, independência, transcendência, poder e conteúdo.

No próximo post comentarei esta dedução das faculdades da consciência e sua relação com o problema da unidade da realidade. 

Por favor, não hesitem em comentar, perguntar, reclamar, criticar.

Abril 11, 2008

A Unidade da Realidade

Arquivado em: Uncategorized — alcvargas @ 12:12 pm

O problema da unidade da realidade é o problema de como seis modos diferentes da realidade, cada um deles refletindo dentro de si toda a realidade, podem ser modos de uma única realidade. 

Por exemplo, a consciência é um modo da realidade onde as coisas são determinadas por serem objetos de vividos. O problema é o estatuto destas “coisas”: elas não são elas mesmas um outro transcendental, não há um “sétimo transcendental” que seria “a realidade enquanto tal”. 

A resposta dada em posts anteriores foi: os objetos da consciência são fenômenos. Mas isso não pode estar certo. Pois “aparecer” é também um modo da realidade. Caso essa resposta fosse correta então cada transcendental teria como seu objeto um modo diferente específico da realidade. E uma coisa real seria assim seis coisas, conectadas por relações essenciais: a coisa seria um vivido de um fenômeno de um ser de um logos de uma verdade de uma ação de um vivido. Aqui o transcendental deixa de ser um modo da realidade para se tornar um modo de um modo da realidade, levando a absurdos. 

O erro surge de uma má interpretação da dedução transcendental. Ela não pode querer dizer que o objeto da consciência é um fenômeno, mas sim que é a fenomenalidade do objeto da consciência que lhe torna um objeto efetivo da consciência. Apesar disto, a concepção circular da coisa real possui um núcleo de verdade, na medida em que ela busca preservar a todo custo a intuição de que a realidade não é um sétimo modo transcendental. Nesse esforço ele chega à percepção de que a realidade da coisa real é constituída pela sua participação em cada um dos transcendentais. 

É preciso corrigir essa concepção lembrando que cada modo da realidade é um modo da realidade e que, portanto, a realidade transcende cada um de seus modos tomados sozinhos. Mas essa realidade é constituída pela interconexão dos modos diferentes.

Posto de outra maneira: há o domínio da realidade que transcende cada transcendental, mas ele (a) sempre se dá dentro de um modo específico e (b) ele é o que é porque possui todos seus modos. 

O erro que cometi antes foi um erro na análise da predicação. Eu disse que na asserção “a mesa é vermelha” que “mesa” era o suporte da determinação “vermelha”, mas isso está obviamente errado: é a coisa que é vermelha, ser-mesa é apenas aquilo que lhe dá a possibilidade de ser vermelho. 

É preciso, portanto, para completar nossa teoria da realidade oferecer uma teoria da função transcendental, mostrando o papel que cada modo da realidade tem na constituição da coisa real. Como a realidade é sempre apresentada sob um modo específico, o papel que cada modo possui irá mudar de acordo com o modo dado. O ser da realidade terá um papel diferente na sua constituição quando ela se apresenta na consciência e quando ela se apresenta no ser ele mesmo. 

Agora, uma vez que cada transcendental apresenta a realidade e este é o único modo pelo qual a realidade é dada, então cada um apresenta também todos os modos da realidade incluindo a si mesmo. Por isso, o papel que cada transcendental tem na constituição da realidade é dado pela apresentação deste transcendental. Nesse sentido, o papel que o logos possui na constituição da realidade na consciência é o papel que a razão, a consciência do logos, possui na constituição da consciência. 

Continua no próximo post.

Abril 9, 2008

Harmonias e Modalidades - IV

Arquivado em: Uncategorized — alcvargas @ 4:33 pm

 Para concluir essa série introdutória de posts aos temas das harmonias do sistema de transcendentais e dos modos da realidade, aqui estão dois diagramas  representando o sistema. Por razões diagramáticas o modo concreto “intersubjetividade” foi chamado de “comunidade”, mas tenho suspeitas que nenhum dos dois seja verdadeiramente adequado.

                                  Os Modos da Realidade

A direção das setas não tem nenhum significado no diagrama. Elas servem apenas para enquadrar as duas séries de modos puros: A Vida - A Mente Divina - O Mundo e A Experiência - O Bem Supremo - O Formalismo.

A dualidade entre ser determinação da realidade e ser suporte de realidade que está presente em cada um dos transcendentais se espelha na relação entre essas duas séries, que podem alternativamente ser tomadas como as realidades fundamentais e como os ambientes de encontro das realidades fundamentais.

Podemos imaginar a realidade sendo divida em três níveis, o terrestre, o divino e o humano e nesse caso vemos a busca pela bem como aquilo que liga os humanos a Deus, o formalismo como a ligação entre Deus e o mundo e a experiência como o lugar onde o humano descobre o mundo e é afetado por ele.

Ou podemos imaginar o bem o formalismo e a experiência como as realidades fundamentais e neste caso a mente divina é o que assegura a harmonia entre a busca pelo Bem e a forma do ser, o ser humano é o agente do bem na experiência e o mundo é o lugar da manifestação das formas. 

É isso por hoje.

Sintam-se à vontade para deixar comentários, sugestões, perguntas e indagações.

Abril 7, 2008

Harmonias e Modalidades - III

Arquivado em: Uncategorized — alcvargas @ 4:57 pm

Cheguei no último post à conclusão de que o modo puro de um transcendental x que estrutura o transcendental-y são aquelas realidades-y que necessariamente possuem um objeto intencional-x. Isso conecta o modo puro do transcendental x ao modo concreto do transcendental y, pois este último é justamente o modo y na medida em que ele efetivamente possui objetos intencionais x.  A única diferença seria que enquanto o modo concreto é simplesmente o transcendental na medida em que ele tem um objeto intencional, o modo puro é o transcendental na medida em que ele necessariamente tem esse objeto.

Agora, que espécie de necessidade é essa? Será que devemos postular a existência de realidades especiais que sempre possuem um objeto intencional? Mas como isso seria possível através de conceitos? Como poderíamos descobrir, por exemplo, um fenômeno que necessariamente é a manifestação de um ser? Além do mais, se o modo puro do transcendental se restringisse a apenas uma certa região especial do transcendental em que medida ele seria transcendental?

Não, a necessidade aqui não pode querer significar um certo grupo de realidades especiais, mas deve apontar para um modo do transcendental, ao transcendental na medida em que ele necessariamente possui um objeto intencional.

Agora, é uma tautologia, e, portanto uma necessidade, que o modo concreto possui um objeto intencional. Mas o modo concreto inclui dentro de si toda a realidade do transcendental e, portanto inclui muitas coisas desnecessárias. É necessário que a natureza possua um ser, mas a natureza não possui tão somente um ser genérico, mas ela possui um ser singular, pleno de contingências e especificidades. O modo puro de um transcendental x é, portanto, apenas a forma necessária do modo concreto do transcendental y que ele estrutura.

O modo puro de x deste modo pode ser correlacionado à totalidade do modo abstrato de y. Pois cada realidade concreta singular de y pode acabar se revelando como não sendo  concreta. Cada fenômeno pode talvez ser uma mera projeção da consciência e cada ação pode se revelar como sendo um mero reflexo. Mas cada uma dessas decepções e destes enganos jamais põe em dúvida a realidade da totalidade de um dado transcendental. A possibilidade de engano não nos faz colocar em cheque a realidade da experiência em geral e a possibilidade de ações involuntárias não nos faz duvidar de que quem vive uma vida possui uma consciência.

Temos então que o modo puro de um transcendental x é a totalidade do modo abstrato ou a forma necessária do modo concreto do transcendental y que é estruturado por ele. COM isso as deduções se simplificam bastante:

O modo concreto do logos é o pensamento.  A idéia de uma totalidade do logos é a idéia de uma mente divina que está a cada momento em ato, pensando. Logo o modo puro da verdade é a mente divina, o que antes chamei de “o absoluto”.

O modo concreto do ser é a essência. Uma essência possui necessariamente uma forma, que é justamente a presença virtual nela do conceito que ela exemplifica. A totalidade do ser, que não podemos duvidar que tenha uma forma, é o formalismo universal. O modo puro do logos é, por isso, o formalismo.

O modo concreto do fenômeno é a natureza. A totalidade dos fenômenos nos é dados no fenômeno global do mundo. Logo o modo puro do ser é o mundo.

O modo concreto da consciência é o ser-aí. A forma geral do ser-aí é justamente a experiência dos fenômenos, o se encontrar em seu meio e o lidar com eles. Por isso, o modo puro do aparecer é a experiência.

O modo concreto da ação é a intersubjetividade, a ação que mostra um sujeito a outros sujeitos. A totalidade das ações de uma pessoa é chamada da vida desta pessoa. Portanto, o modo puro da consciência é a vida.

O modo concreto da verdade é a história. Weber disse em algum lugar que “a História é o conjunto dos resultados impremeditados das nossas ações”. Isso acontece porque a história não é uma criação nossa, mas a verificação da verdade, seu acontecer concreto, que se dá quando enfrentamos a realidade. Os planos e projetos dos humanos, fracassados ou bem sucedidos, estruturam e dão forma à esse acontecimento. A totalidade da verdade, portanto, que necessariamente se realiza na história, é a totalidade destes bens individuais buscados pelas pessoas, é o bem supremo. Concluímos, portanto, que o modo puro da ação é o bem supremo.

Com isso deduzimos os modos puros dos transcendentais. Como se vê, alguns deles não são aqueles que estão presentes no esquema do primeiro post desta série. Isto só vem a confirmar o que dissemos antes sobre as intuições que seguem as harmonias e sua correção e confirmação mediante o raciocínio com conceitos. No próximo post, apresentarei uma versão corrigida do diagrama e depois retornarei à questão da unidade da realidade.

Para terminar, observem como as oposições se mantêm entre os modos puros: O Bem Supremo julga o Mundo, a dinâmica da Vida rejeita a estática do Formalismo e a Mente Divina é o oposto da Experiência, sempre relativa e circunstancial.

 

Abril 2, 2008

Harmonias e Modalidades - II

Arquivado em: Uncategorized — alcvargas @ 2:05 am

Os modos puros da realidade correspondem a o que antes designei como o transcendental enquanto tal. Neles, o transcendental é visado em toda sua extensão, não apenas no modo como ele se dá na realidade, mas também na sua presença ideal, no seu uso passivo, em outros transcendentais. Como ele abrange tanto o uso ativo quanto o uso passivo , ao modo puro de um transcendental corresponde o par formado por ele e o transcendental que ele estrutura.

Há duas maneiras de agrupar os transcendentais dois a dois de modo consecutivo:

(A) (Consciência - Aparecer) (Ser - Logos) (Verdade - Ação)

(B) (Aparecer - Ser) (Logos - Verdade) (Ação - Consciência)

Agora, no diagrama do post passado eu listei junto com os três modos de cada transcendental a ciência de cada um, pois descobri o sistema primeiro como um sistema de ciências e só depois foi que articulei o sistema de transcendentais. Se tomarmos os pares de ciências, temos o resultado notável que os pares (A) compartilham formas de pensar enquanto os pares (B) compartilham objetos:

(A) a psicologia e fenomenologia ambos procedem pela experiência, a ontologia e a lógica ambas são disciplinas formais e a teologia e a ética são reflexões espirituais.

(B) a fenomenologia e a ontologia ambas são ciências sobre o mundo, a lógica e a teologia ambas tematizam o absoluto, seja na forma do princípios do pensamento seja sob o modo do fundamento da existência, e por fim a psicologia e a ética ambas são ciências do ser humano.

Esses raciocínios não podem ser transferidos sem mais para o sistema de transcendentais, porque a ciência associada ao transcendental da verdade, a teologia, toma seu nome do modo puro deste ranscendental, e assim a conexão do transcendental com o modo puro não foi explicada ainda.

Isso na realidade é um ponto muito geral sobre o valor filosófico das harmonias sistemáticas. As harmonias por si só não constituem teses filosóficas. O que elas fazem é indicar relações que precisam ser verificadas e definidas conceitualmente. Algumas harmnoias podem desparecer nesse proceso enquanto novas aparecem. E desse modo o pensamento conceitual a visão das harmonias vão juntos traçando o caminho do sistema. Um pensamento que não aprecia a beleza e a elegância é cego, uma bela construção sem fundamentos é vazia.

Agora, a primeira coisa que podemos observar sobre esses modos puros é que embora cada um corresponda a um par de modos abstratos, o modo abstrato que estrutura o par é o termo focal do modo puro. Alguns exemplos: os fenômenos por si poderiam ser um caos de aparições, mas eles formam um mundo justamente pela sua ligação com o ser, ao qual primeiro pertence a noção de um todo subsistente; a ontologia, por sua vez, somente é um pensamento formal pela sua ligação com as categorias lógicas.

Assim cada modo puro corresponde a um par de modos abstratos, mas tem como termo focal o lado estruturador do par. Esse lado possui no outro um uso passivo, ou uma presença ideal, enquanto no seu próprio domínio ele possui um uso ativo, ou uma presença real.  O modo puro é uma extensão do transcendental estruturante, que abarca tanto o uso real quanto o uso ideal. É o transcendental enquanto tal, em contraste com o transcendental enquanto realidade.

Consideremos como se chega ao modo puro via a suspensão da realidade. O transcendental enquanto tal é aquilo que resta após a suspensão de toda realidade determinada pelo transcendental. Ele é, portanto, algo como uma realidade que não pode ser suspensa. Por outro lado, a suspensão da realidade de um transcendental o reduz a seu papel de ser objeto intencional de outro transcendental, absorbe o uso ativo no uso passivo. (1)

Dito isso, dado um transcendental x que estrutura um transcendental y, aquilo que necessariamente resta após a suspensão da realidade visada por x  são os objetos intencionais exigidos por y, ou posto de outro modo, são as realidades-y que necessariamente possuem um objeto intencional-x. Elas podem ser contrastadas, portanto, com todas aquelas realidades-y que podem ou não possuir um objeto intencional real. Esclarecerei isso no próximo post passando à dedução dos modos puros.

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(1) Esse fenômeno de absorção será melhor explicado qunado eu voltar a falar da dúvida radical.

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